23/06/2021 às 15h43min - Atualizada em 24/06/2021 às 00h29min

Executiva de sucesso renuncia carreira no mercado financeiro, empreende em moda feminina online, conquista famosas, e já fatura mais de R$ 250 mil por mês.

Cansada do machismo no ambiente corporativo, Janaína Degani Berlandi abriu Debella Modas como grito de liberdade em plena pandemia

SALA DA NOTÍCIA Victor Braggion
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Divulgação
As mulheres lutam cada vez mais contra a desigualdade de gênero, principalmente dentro do mercado de trabalho. Não é de hoje que as figuras de liderança femininas sofrem diariamente com os desafios diante ao papel empresarial da mulher. Após 16 anos construindo carreira executiva, Janaína Degani Berlandi, 38 anos, renunciou de sua posição para empreender.
Em meio a pandemia, a loja online Debella Modas conta com cerca de 70 mil seguidores e possui mais de cem opções de peças, incluindo croppeds, vestidos, biquínis, calças, entre outros. As roupas da marca conquistaram celebridades da internet como a influenciadora do momento Karen Karasha, a empresária Sylvia Design, a Ex-miss Brasil Jakeline Oliveira, as cantoras MC Mirella e Gabi Martins, e a modelo Andressa Urach. Atualmente, a empresária gera em torno de 250 mil reais de faturamento mensal.
Moda sempre foi um interesse de Janaína e a forma como mulheres eram julgadas por suas vestimentas nunca a agradou. “Eu cresci dentro da igreja evangélica e desde criança fui muito julgada pelas roupas que eu usava”, conta a empresária. Ainda, cita um, dos vários episódios, que presenciou no ambiente corporativo “Já participei de uma seleção interna dentro da empresa em que a justificativa que deram para não me promoverem foram as bolinhas pretas pintadas nas minhas unhas, que fiz para me sentir bonita e estar apresentável. O colega homem estava com uma gravata de bolinhas. Ele foi promovido”.
Deste ponto surgiu sua motivação para empreender: Janaína queria promover o empoderamento feminino, onde mulheres seriam reconhecidas com o seu valor independentemente da sua roupa. Formada em liderança e inovação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ela passou a estudar o tráfego pago com o auxílio de vídeos do YouTube e outras plataformas. Em três meses, a empreendedora chamou a atenção do Facebook, ganhou assessoria especializada e, em seguida, começou a ser notada por influencers. “Virei madrugadas estudando como tudo era feito. Para entender o comportamento de quem compra meu tipo de produto pela internet. Isso fez muita diferença principalmente por empreender do zero e o orçamento ser pequeno para contratar uma agência especializada, por exemplo.”, relembra.
Na loja online, é possível encontrar peças para mulheres de todos os perfis. A proposta é oferecer, além de conforto, autoestima e confiança para as clientes. Provar que nenhuma mulher perde seu valor por conta de seu vestuário. “Meu objetivo é que a mulher se olhe e pense: eu posso usar essa roupa porque eu quero. E se sinta linda nela. Provar que é possível sim usar o que quiser e ser competente no que faz” revela.
Além das suas estratégias de tráfego, Janaina revela que o encantamento da cliente, para que ela também se sinta uma influenciadora, também é parte do empreendedorismo. “Investimos em caixas sustentáveis, as roupas embaladas com papel arroz, tudo personalizado, cada pedido vai uma cartinha especial, com um cheirinho exclusivo da marca. É esse cuidado que a mulher espera quando consome. Cada cliente é uma embaixadora DeBella”, explica.
 
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