01/04/2022 às 18h50min - Atualizada em 03/04/2022 às 00h01min

Dólar fecha em R$ 4,66 e alcança menor valor em dois anos

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,667, com queda de R$ 0,094 (-1,97%). A bolsa de valores ultrapassou os 121 mil pontos e atingiu o nível mais alto em quase oito meses.

SALA DA NOTÍCIA Agência Brasil
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Em mais um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar começou o mês de abril com forte queda e fechou abaixo de R$ 4,70 pela primeira vez em dois anos. A bolsa de valores ultrapassou os 121 mil pontos e atingiu o nível mais alto em quase oito meses.



O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (1º) vendido a R$ 4,667, com queda de R$ 0,094 (-1,97%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão e caiu ainda mais perto do fim das negociações.



A moeda norte-americana está no menor valor desde 10 de março de 2020, véspera de a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia de covid-19. Com o desempenho de hoje, o dólar encerra a semana com recuo de 1,97%, a quinta semana seguida de baixa. Em 2022, a divisa acumula queda de 16,3% em 2022.



No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 121.570 pontos, com alta de 1,31%. Impulsionado por ações de mineradoras e de empresas varejistas, o indicador está no maior nível desde 11 de agosto do ano passado.



No plano internacional, a divulgação de que a taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu para 3,6% em março e atingiu o menor nível desde fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19, animou os investidores. Isso porque a criação de 431 mil postos de trabalho veio abaixo do esperado pelo mercado, o que reduz espaço para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumente os juros em 0,5 ponto percentual na próxima reunião.



No mercado doméstico, a divulgação de que a produção industrial cresceu 0,7% em fevereiro foi bem recebida. A indústria eliminou parte das perdas de janeiro.



Também hoje, o Ministério da Economia informou que a balança comercial encerrou março com o maior superávit para o mês, impulsionada pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.



*Com informações da Reuters




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