15/03/2022 às 16h51min - Atualizada em 16/03/2022 às 06h32min

Aumenta o número de mulheres de 40 anos ou mais no mercado de trabalho

Este aumento se dá por conta da mão de obra qualificada, porém possui grande competição, diz Maria Emilia Leme, especialista em recolocação profissional

SALA DA NOTÍCIA Letícia Kelller Barros
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A inserção no mercado durante a pandemia não tem sido uma tarefa fácil, ainda mais para mulheres que estão entrando na casa dos 40 anos. Segundo o IBGE, a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou pelo 5° ano consecutivo, mas os salários ainda continuam baixos. Para elas, a remuneração é em média 22% menor que a de homens, que chega até 38% a mais em cargos gerenciais.  

Um dos pontos positivos de contratar uma profissional mulher nesta idade é a lealdade e envolvimento, pois a chance de mudança de emprego é muito menor. O senso de responsabilidade e comprometimento também é forte, já que, na maioria das vezes, há plano de carreira dentro das organizações e estabilidade na vaga. 

“Com certeza o comprometimento com as funções e as grandes responsabilidades atribuídas à essas mulheres são as principais razões da contratação” afirma Maria Emilia Leme, Job Hunter e especialista em recolocação profissional. 

Entretanto, profissionais do sexo feminino com mais de 40 anos possuem vasta experiência, e isso para o mercado de trabalho é relativamente caro. Segundo uma pesquisa realizada pelo Linkedin em 2021, existem poucas vagas com a categoria Sênior e, com a pandemia, a contratação de mulheres para cargos de liderança regrediu. A alternativa, então, é buscar se aperfeiçoar no que já se sabe fazer, atualizar cursos e currículos, para assim subir alguns pontos na hora de uma seleção. 

“O importante é buscar um especialista para descobrir o que é mais adequado ao perfil dela, porque todo recomeço exige uma definição de prioridades, planejamento e, principalmente, a prioridade do bem-estar físico e emocional”, completa Maria Emília. 

Nos últimos dois anos o empreendedorismo também foi uma forma de entrar no mercado de trabalho, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de domicílios. No segundo semestre de 2021 o número de mulheres empreendedoras formais no país cresceu 29%, contra 16% no público masculino, um número que tende a ser bem maior em 2022. 


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