28/02/2022 às 18h51min - Atualizada em 01/03/2022 às 00h01min

Qual a importância da implementação de um protocolo sanitário assertivo para os equinos?

Um protocolo de vacinas único para todos os animais de um mesmo grupo é essencial para um esquema preventivo eficaz, a fim de maximizar a imunidade do plantel

SALA DA NOTÍCIA Silva
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Sabemos que a maneira mais eficaz de combate e prevenção a doenças é a vacinação. Diferentemente de outras espécies, não existe um protocolo de vacinação com padronização nacional ou internacional para equinos, sendo o planejamento deste uma responsabilidade do médico veterinário, que tende a seguir as necessidades de cada criatório, localização e prevalência de surtos ou epidemias na região. Além disso, é possível consultar as indicações da American Association of Equine Practitioners (AAEP) que  é uma referência internacional de protocolos de imunização de equinos. 

Um protocolo de vacinas único para todos os animais de um mesmo grupo é essencial para um esquema preventivo eficaz, a fim de maximizar a imunidade do plantel e proteger os animais que apresentam resposta vacinal baixa. É importante relembrar que toda vacina estimula o sistema imunológico do animal, dando a ele condições de se defender contra os agentes causadores de doenças, e por isso os programas de vacinação devem considerar a situação das doenças endêmicas na região que os animais habitam assim como em seu destino. É senso comum no protocolo vacinal a necessidade das vacinas contra influenza, tétano, encefalomielite, adenite equina (garrotilho) e raiva, principalmente para animais que participam de provas ou outros eventos equestres.

O vírus da influenza equina (EIV) é considerado mundialmente um dos principais agentes infecciosos causadores de surtos respiratórios nos equinos. Seu período curto de incubação está diretamente relacionado a sua alta morbidade, com sinais clínicos que variam de leves a severos e um período de recuperação de até três semanas. Animais que participam de provas organizadas pela FEI (Federação Equestre Internacional) tem a vacina contra influenza como item obrigatório em seu passaporte.Além disso, em diversos estados brasileiros, a vacinação semestral contra a enfermidade é obrigatória para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).
O tétano é uma doença altamente letal (> 70%), causada pela neurotoxina produzida pelo Clostridium tetani. Sua ocorrência é mundial, afetando animais domésticos, selvagens e humanos, e dentre as espécies domésticas os equinos são mais frequentemente acometidos. A vacinação com toxóide tetânico é a profilaxia mais indicada a fim de reduzir os prejuízos nos criatórios, sendo associada aos cuidados ambientais e manejo adequado de feridas.

A Encefalomielite Viral Equina é uma zoonose de alta letalidade que afeta prioritariamente o sistema nervoso central, causada por três tipos de vírus: Vírus da Encefalite Equina do Leste (EEEV), Vírus da Encefalite Equina do Oeste (WEEV) e o Vírus da Encefalite Equina Venezuelana (VEEV). As doenças causadas são denominadas respectivamente como Encefalite Equina do Leste (EEL), Encefalite Equina do Oeste (EEO) e Encefalite Equina Venezuelana (EEV). A proliferação dos vírus ocorre por vetores biológicos, principalmente dos gêneros Culex e Aedes. Sua disseminação é mais frequente nas épocas quentes do ano, com alta umidade relativa do ar, como o final do verão e início do outono. A vacinação é a medida profilática mais eficaz, uma vez que o território nacional brasileiro apresenta condições ambientais favoráveis para a disseminação da doença.

A Raiva é uma zoonose causada por um Lyssavirus da família Rhabdoviridae, que tem ocorrência mundial com algumas exceções (Japão, Reino Unido, Nova Zelândia e Antártida). Com surtos recorrentes pelo Brasil, a doença , tem grande potencial zoonótico e faz parte do diagnóstico diferencial para outras doenças neurológicas agudas. Sua letalidade é de 100%. O vírus da raiva é transmitido por morcegos hematófagos. Os equinos são infectados pelo contato com saliva contaminada em feridas abertas, e seu período de incubação é variado. O diagnóstico in vivo é difícil e não existe um tratamento específico para a doença, por isso a vacinação torna-se importante desde a primeira infância do potro, assim como suas repetições anuais.

A prevenção contra doenças do aparelho respiratório, como a adenite equina (garrotilho) também é fundamental para manutenção do crescimento de potros, da performance e do bem-estar dos equinos. A adenite equina é uma bacteriose de alta morbidade, sendo uma das mais frequentes doenças do sistema respiratório anterior de equinos, acometendo animais de todas as idades. Com uma taxa de mortalidade muito baixa, o seu prejuízo econômico ocorre pelos gastos com tratamentos, retardo no crescimento dos potros, e suspensão das atividades  dos animais afetados.

Um calendário sanitário de vacinação bem elaborado com a supervisão de um médico veterinário protege os animais em longo prazo, valendo-se sempre das repetições anuais de cada vacina e suas necessidades. A vacinação é uma ação periódica e quando feita de forma coletiva e preventiva limita a proliferação dos agentes causadores de doenças, evitando perdas econômicas e de vidas, bem como o acervo genético da raça.

Soluções Ceva:

Para oferecer ao mercado uma terapêutica preventiva completa para esta patologia, a Ceva Saúde Animal conta com uma série de soluções voltadas ao tratamento dos equinos, entre elas:

Tri-equi®: Vacina tríplice composta pelos vírus da encefalomielite leste e oeste, toxóide tetânico e vírus da influenza equina tipos A1 e A2 (Kentucky, 92). O produto é indicado para imunização dos equinos estimulando a resposta imune contra a encefalomielite viral equina, tétano e influenza equina I e II.

Rabmune®: Vacina desenvolvida para a imunização dos equinos contra a raiva equina. O produto, que contém em sua formulação o vírus rábico PV inativado, promove proteção robusta contra a doença.

Garrotilho:  Vacina destinada  à proteção da Adenite Equina (garrotilho). O produto possui em sua formulação Suspensão de cepas inativadas de Streptococcus equi.

Referências:
AINSWORTH, D.M.; BILLER, D.S. Sistema respiratório. In: REED, S.M.; BAYLY, W.M. Medicina interna equina. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. p.229-230.
Leschonski C. 2002. Vacinar é preciso? Horse Ilimitada 10(3):62-67. Lewis L.D.  1985.  Alimentação e cuidados do cavalo.  Roca, São Paulo. 248p.
PAES, A. C. Mormo. In: MEGID, J.; RIBEIRO, M. G.; PAES, A. C. (Eds). Doenc?as infecciosas em animais de producão e de companhia. 1.ed. Rio de Janeiro: Roca, 2016. p.423-435.
RADOSTITS, O. M.; GAY, C. C.; BLOOD, D. C.; HINCHCLIFF, K. W. Cli?nica Veterina?ria: 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, Cap.35, p.1633-1638, 2002


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