15/02/2022 às 18h04min - Atualizada em 16/02/2022 às 00h00min

Memória olfativa nos cuidados com o Alzheimer

Cérebro tem a capacidade de recriar experiências sensoriais vividas da memória

SALA DA NOTÍCIA Fabiana da Silva Prestes
Fabiana da Silva Prestes (*)

O nosso cérebro armazena inúmeras lembranças e o sistema olfativo está ligado dilatamento ao sistema límbico, que é responsável pelas emoções, sentimentos e a memória.

Você sabe o como é bom resgatar os cheiros que marcaram a nossa vida?

Ao sermos expostos a certos odores e aromas, nosso cérebro inicia uma série de reações que relacionam aquele cheiro a um sentimento ou uma ação. Quando a memória olfativa é ativada, somos tomados por várias emoções e lembranças. Essas lembranças podem ser boas ou ruins.

Se alguém perguntar a você, qual a sua memória olfativa mais feliz? Talvez você se lembre da comida da sua avó, do bolo que a sua mãe fazia quando você era criança, da comida que você mais ama ou então do cheiro da grama fresca e da terra molhada; existe uma infinidade de possibilidades. Mas certamente esses cheiros trazem bons sentimentos e boas lembranças.

Essa estratégia é muito utilizada em pacientes com Alzheimer, pois o cérebro tem a capacidade de recriar experiências sensoriais vividas da memória. Quando você realiza algo junto da pessoa com Alzheimer, que remeta a uma memória olfativa feliz e que tenha marcado a vida dessa pessoa, é algo muito positivo para ambos. Isso faz com que o paciente possa reviver emoções e memórias que são importantes para ele.

Os cheiros, aromas e odores estão fortemente associados às sensações de experiências vividas, devido à forte conexão entre o cérebro e o olfato. Nosso cérebro grava em nossa memória o sentimento e as emoções sentidas em momentos que são importantes, associando-os ao cheiro.

Uma pesquisa em andamento na Universidade de Harvard (EUA) mostra que os cheiros remetem à diferentes lembranças e são capazes de direcionar o comportamento humano.

*Fabiana da Silva Prestes é professora dos cursos de Tecnologia e Bacharelado em Gerontologia do Centro Universitário Internacional Uninter.
Notícias Relacionadas »